O Processo e a Obra – Parte III

Processo por Investigação

Por investigação entende-se também exploração. As obras resultantes de um processo de investigação são subprodutos dessa exploração que visa conhecer coisas novas – ou aspectos novos de algo que já é conhecido.

Estudo completo sobre interfaces e usabilidade para criar um sistema fictício para o filme Iron Man. Os efeitos de computação gráfica não são apenas visuais. As interfaces foram realmente programadas e testadas antes que serem inseridas no filme. Os gestos e movimentos do personagem que usa a interface condizem exatamente com movimentos que podem ser utilizados nela. O processo de investigação aqui, foi levado a fundo, para criar a maior realidade possível para o efeito do filme.

Outro filme que apresentou alto estudo de programação de interfaces antes de adicionarem os efeitos visuais foi o filme Tron.

A seguir, imagens dos dois filmes e das interfaces e estudos usados para realizar os efeitos visuais.

Ainda partindo da tecnologia. Segue um exemplo de um game independente, onde a música é o resultado de suas ações. A investigação se deu tanto pelos desenvolvedores do game, para criar a experiencia adequada aos jogadores, quando do próprio jogador, que a cada movimento novo descobre novos sons, e se descobre dentro do jogo. O game chama Bit Trip Runner e apresenta uma experiência de usuário bem diferenciada.

Transitando entre as áreas tecnológica, visual e sonora, surgem experiências como o Partitura 001, um software que visa interpretar as variações sonoras da música em expressões visuais geométricas. Baseado nos estudos de artistas como Kandinsky, Paul Klee, Oscar Fischinger e Norman McLaren.

Seguindo na música, observam-se processos resultantes de investigação de sons menos convencionais como elementos na formação da música. Vai-se desde Stomp, que usa o corpo e objetos comuns como instrumentos na criação de performances musicais bastante complexas, até artistas de grande renome que utilizam ruídos e barulhos que vão além dos instrumentos conhecidos em sua música, como Radiohead e Sigur Rós.

E falando sobre Radiohead, faz-se aqui uma conexão com o trabalho de Aaron Koblin, que faz trabalhos muito diferenciados e experimentais em mídias digitais. Koblin foi o criador do videoclipe House of Cards, do Radiohead, que consiste em um vídeo de dados tridimensionais obtidos através de lasers e sensores, construindo um vídeo que não usa nenhuma câmera de vídeo convencional.

Clipe

Making of

Many Steps, projeto de Takayuki Akachi para uma marca de calçados japonesa, tem como conceito a frase “Todos respiramos do mesmo ar e pisamos sobre o mesmo chão”. O artista viajou o mundo fazendo takes de pessoas das mais diversas etnias, nacionalidades, classes, situações econômicas e sociais, e uniu todos em um vídeo que discute a questão da diversidade e da conexão entre as pessoas, que se torna mais intensa no comtemporâneo.

Pablo Bernasconi é um designer argentino que trabalha caricaturas de personalidades expressando seus exageros físicos e de personalidade através de imagens distintas, ação que é fruto de estudos minuciosos em relação aos personagens caricaturados e os objetos utilizados.

Arnold Schwarzenegger

Arnold Schwarzenegger

Luciano Pavarotti

Luciano Pavarotti

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Linguagens Contemporâneas:

Design e Mobilidade

A disciplina de Linguagens Contemporâneas, do curso de Design da UNESP de Bauru, ministrado pelo Professor Dorival Campos Rossi, é o ponto de partida para uma investigação sobre a cibercultura, a Net Art e todas as outras formas de expressão hipertextual, seja ela real ou virtual.
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