Arquivo para junho \26\UTC 2012

Trabalhos Finais – Design e Mobilidade 2012

TeamCATCH

Grupo: André Garcia, Eduardo Gooda, Marco Álvares e Otávio Rinaldi

https://vimeo.com/44670555 

SaveTime

Grupo: Bárbara Planche, Fernando Labanca, Kaori Yamazaki e Natália Rozendo

SoundSpace

Grupo: Jackeline Miyajima, Manoel Pegorer de Bem e Rafaela Rolfsen

Hunting

Grupo: Melina Teixeira, Alberto Ribeiro, Adriana Oshiro

Cultura Conectada

Grupo: Laís Akemi, Débora Ferrari, Vítor Bravin, Lupe Rodrigues, Marcelo Paixão, Richard Algusto

Paintball Wars

Grupo: Allan Tori, Diego Pires, Elen Sayuri, Fernanda Sponchiado, Kim Tanabe, Mateus Russolo, Liara de Mattos

Domain

Grupo: Heitor Reis, Pedro Pinhata, Pedro Nami, Ronni Guiotoko

FixMob

Grupo: João Victor, Fernando Pastre, Vitor Marchi, José Victor, Bruna Boretti, Carolina Bitencourt, Lívia Fabrin

PROJECTWALDO

Grupo: André Ramires, Caio Martins, Camila Gondo, Carolina Anselmo, Lia Yamashita, Martha Herweg, Mário Góis e William Gerbi

Pega Ladrão

Grupo: Arthur Fuji, Bruno Biazotto, Gustavo Mochiuti, Raul Volpato, Victor Torrecilha
Lenz
Grupo: Antonio Thomé, Daniel Ito, Jéssica Garcia, Lúcia Nobuyasu, Lucas Corrêa
Cook Guild
Grupo: Daniel Guedes, Felipe Pedroso, Isaac Loureiro, Junia Kimura, Karina Silva, Leonardo Alvarez e Pedro Negrão
Projeto ADAM
Grupo: Caio Bucaretchi, Bruno Dinelli, Samuel Bohn e Guilherme Alves
Music Mind
Grupo: Cindy Avelino, Daniel Noronha, Luis Natal, Marcos Morasco, Samuel Kitazume
Pópuli
Grupo: Barbara Pataro, Beatriz Mioto, Eduarda Leão, Fernanda Avilez, Guilherme Bertolaccini, Guilherme Gouvea, Marcella Pascucci, Nathalia Cabral
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Apresentação dos Projetos

Se liguem na data e não percam a mostra de nossos trabalhos finais!!

Apropriações do (In) Comum – GRUPO 5

O Memo_ando é mais um dos projetos bem interessantes que o e-book nos apresenta. Nele, as pessoas poderiam jogar uma espécie de jogo da memória com um celular, onde existem citações compatível que precisam ser unidas. O legal é que cada erro fica marcado em outra tela e fica repassando em looping criando frases novas, formando uma memória de jogo.

Outros projetos interessantes e relacionados com interação do jogador, são: a Terrarium Installation – onde um ecossistema virtual e autônomo se sustenta com a energia proporcionada pelo som que cada pessoa faz ao visitar a instalação.

E o NAVI – Navigational Aids for the Visually Impaired, que como o nome diz, envolve um programa de navegação através de kinnects, programados para auxiliar no mapeamento do espaço para deficientes visuais.

Em grandes cidades o espaço urbano, como vimos em urban screen – apresentado pelo grupo 4, torna-se um meio de veicular a arte, e hoje mais do que nunca, grandes eventos são feitos com forte apelo artístico, sendo que muitos deles relacionam-se com algum produto. Não é raro, em São Paulo, por exemplo, que esteja ocorrendo eventos musicais ligados à 3 tipos distintos de empresa de telefonia, aliás, isso já aconteceu. Com a mobilidade e tecnologia, nos tornamos capazes de ter uma certa onipresença em eventos grandes e com grande fluxo de pessoas, pois cada um tem seu celular e pode gravar tudo o que aconteceu para que outros possam ver, já que tudo pode ser divulgado na rede, informalmente.
Podemos dizer também que além do espaço público em si, a arte é divulgada por meio de instituições privadas, e não tem problema algum nisso, desde que os artistas não sejam obrigados a trabalhar em favor de algumas restrições em favor de promover a instituição que serviria de patrocinadora do evento. Quando isso acontece, o trabalho é projetado de forma não-digital, e portanto, não serve para atender nossas expectativas e anseios do futuro. O mesmo vale para as marcas que apelam para uma divulgação mais próxima de atingir os sentimentos das pessoas.

“Marcas tornam-se assim maquinas abstratas orientadas efetivamente
para a producao de signicação, de enunciados imperativos, de signos que
mobilizem e capturem a atencao, a afeição e a memoria dos consumidores.”
(Reis, 2007).
Reis explica  que as empresas se preocupam mais em cativar o público com uma ideia que vender as funções de seus produtos. O termo empregado para esse processo onde o espaço se torna um ambiente de divulgação é o Brandscape. Mais um exemplo de video-maping que ilustra muito bem esse processo é o vídeo da adidas em Paris e o comercial da invisible mercedes, que usa o espaço na produção.

 

Podemos dizer que essas propagandas que mexem com nossos sentidos é algo planejado, na verdade tem até nome para estes estudos, que seria a Buylogy, que tenta “descobrir os segredos” de receptividade do cérebro em detrimento dos produtos e suas promoções. Bem, a buylogy juntamente do brandscaping propriam-se de dinâmicas nômades e as sedentarizam, tornando essas práticas algo tão comum, que nem nos questionamos nem nos preocupamos em fazer algo por nós mesmos envolvendo a arte, ou usá-la para denunciar algo que nos desagrada na configuração da sociedade e isso, infelizmente, acontece muito aqui no Brasil, o que é um desperdício, já que somos uma das nações mais conectadas do mundo. A pergunta aqui seria: Como os artistas estão se preocupando em usar a rede para divulgar seus trabalhos? E se não haveriam formas de otimizar tudo isso através de um “artivismo”.
O Yes men é um dos poucos grupos que ainda se valem de um ativismo artistico para promover um discurso em defesa de entidades em minoria em relação à questões políticas e estruturais. Neste vídeo, eles criam todo um cenário onde supostamente um representante da shell daria uma coletiva desculpando-se em nome da empresa pelos danos ambientais causados por ela em uma região em específico.

Quando a arte resolve se relacionar com empresas que prezam por uma marca ou tornam-se aliadas de discursos políticos, deve-se tomar muito cuidado para não se desviar do foco do trabalho artístico e promover simplesmente uma propaganda, deixando com que o significado e os processos de criação da obra se percam ou se diluam em meio as ideias mercadológicas embutidas neste meio. O Telefónias de Mariano Sardon é um exemplo vivo de um ótimo trabalho que carrega técnica e conceitos impecáveis, mas que se mostra dentro daquele esquema analógico que fecha o mapa, já que ele foi produzido desde o princípio pautado em termos comerciais ligados, até como o próprio nome já diz, à empresa telefonica. O que é uma pena, porque o trabalho é legal, mas não serve para o contemporâneo, já que segue preceitos que não são interessantes neste campo de configuração.

A atenção neste caso deve ser dirigida à que tipo de trabalhos que estamos desenvolvendo. Se eles servem para ampliar nosso mapa ou afunilá-lo mais ainda.

Especial body art

“And the more natural the process by which the storyteller forgoes psychological shading, the greater becomes the story’s claim to a place in the memory of the listener, the more completely is it integrated into his own experience, the greater will be his inclination to repeat it to someone else someday, sooner or later.”
Walter Benjamin, The Storyteller (p. 91, Illuminations)Este projeto teve seu pontapé inicial quando o artista e professor da Universidade de Nova Iorque anunciou que ele seria submetido a uma cirurgia para implantar uma câmera em miniatura na parte traseira de seu crânio. O implante automaticamente tirou uma foto por minuto durante todo um ano enquanto ele percorreu o trecho entre Iraque para a Arábia Saudita,dali para o Kuwait e então os EUA. Apelidado de “O terceiro eu”, o projeto foi encomendado para um show no Museu Árabe de Arte Moderna, Qatar. O projeto aparentemente acabou no dia 15 de dezembro de 2011 (data até onde vão as fotos disponíveis no site).

“O 3rdi surge de uma necessidade objetiva capturar o meu passado da maneira com a qual ele desliza para trás de mim de um ponto não-confrontacional de vista. É anti-fotografia, decodificado, e irá capturar imagens que são indicadas e não conotadas, uma imagem tecnobiológica. Isto será realizado através da remoção completa da minha mão e olho do processo fotográfico, contornar as convenções da fotografia tradicional. Barthes disse: “… a partir de um ponto de vista estético a imagem denotada pode aparecer como uma espécie de estado edênico da imagem; apuradas utopicamente de suas conotações, a imagem se tornaria radicalmente objetiva, ou, em última análise, inocente . ” É esta imagem “inocente” que eu desejo para capturar através da 3rdi.” (Wafaa Bilal)

Vale a pena conferir as fotos, muito animal a idéia toda do “contar” uma história, de um ponto de vista não explorado e unindo tecnologia de uma maneira que (eu, pelo menos) não esperaria!

Equipe:
Wafaa Bilal ( o cara que teve a câmera instalada)
Christine O’Heron
http://www.kleioprojects.com
Shawn Lawson
http://www.shawnlawson.com
Kyle McDonald
http://www.kylemcdonald.net/ (muito interessante!)
Kevin McElroy
Tayef Farrar
Mike Snyder
Kat Marquet
Katayoun Vaziri
Skye Von Der Osten
Jason Potanski

Oron Catts e Zurr lonat
E não pode faltar uma certa jaqueta de couro viva!, feita de células-tronco, (que o curadora Paola Antonelli teve que “abortar” quando começou a crescer fora de controle).
Criada por Oron Catts e Zurr lonat como parte da Tissue Culture and Art Project (TC&A), o couro Victimless destina-se a levantar as questões e sensibilização sobre o “ritual” social onde os animais são explorados e mortos por sua pele. Uma alternativa é oferecida na forma de tecido vivo crescendo em couro como material. O couro Victimless não pretende ser mais um produto de consumo, explicam os designers, mas sim “um exemplo tangível de futuros possíveis”.
Orlan, também conhecida como Mireille Suzanne Francette Porte:

Em uma série de operações, Orlan teve aspectos diferentes do rosto e do corpo alterado para coincidir com os ideais de beleza feminina tomada de toda a história da arte, adotando, por exemplo, o queixo de Botticelli “Venus” e testa de Leonardo “Mona Lisa. “As cirurgias foram encaradas como eventos teatrais, e gordura retirada em lipoaspiração do seu corpo foi colocado em relicários transparentes moldado na forma dos seus próprios braços e das pernas.
De 1990 a 1995, ela se submeteu a nove cirurgias plásticas, com a intenção de reescrever a arte ocidental sobre seu próprio corpo. Uma operação alterou a boca para imitar os traços de Europa, na obra de François Boucher, outro processo cirúrgico mudou sua testa para imitar a testa saliente da Mona Lisa de Leonardo, enquanto outra alterou seu queixo para parecer com o da Vênus de Botticelli. Ela estava tentando ficar mais bonita? “Não, meu objetivo era ser diferente, forte,.. Para esculpir o meu próprio corpo, é preciso se reinventar. É tudo uma questão de ser diferente e criar um choque com a sociedade por causa do que eu tentei usar a cirurgia não para melhorar a mim mesmo ou tornar-me uma jovem versão de mim mesma, mas para trabalhar o contrário do que geralmente se vê relacionado a esse tipo de procedimento (a cirurgia plástica).

Aqui tem um vídeo curtinho mostrando como foi a trajetória das obras dela(para quem tem agonia de cirurgias e processos similares, recomendo tampar os olhos de vez em quando…)

E a justificativa dela, lembra deste filme aqui do Kim Ki Duk, chamado Time
O filme vale ver! A pira dele é o seguinte: Time mexe com a paranóia com idade, beleza e juventude, principalmente em relação a mulher, e a obsessão por plásticas.A idéia de que as pessoas enjoam uma das outras com o passar do tempo, a dificuldade de seguir adiante. E é essa nóia que a Orlan vem dizer que é bobagem, através da própria cirurgia plástica…

O MEDIA FACADES FESTIVAL EUROPE 2010

Projeto iniciado pelo Public Art Lab em Berlim, tem a ideia de discutir a presença cada vez maior de infra-estruturas com elementos visuais e digitais no espaço público, investigando a função comunicativa do ambiente urbano. O festival expõe projetos desenvolvidos especialmente para mostrar os diferentes contextos em várias cidades europeias, com a transformação de “fachadas midiáticas” em fóruns de debate nessas diferentes localidades.

URBAN SCREENS

Um projeto de Mirjam Struppek, que busca como o uso comercial de telas ao ar livre e infra-estruturas com imagens digitais em movimento no espaço urbano, pode ser ampliado ao conteúdo cultural. Têm como ideia promover a interação, confrontos destemidos e contatos com estranhos, promover a formação da esfera publica pela critica e a reflexão sobre a sociedade, promover a interação social e a integração local no bairro.

Outros exemplos de vídeos podem ser encontrados no endereço abaixo:

http://www.urbanscreen.com/usc/category/projects

A tecnologia utilizada é a mesma já vista anteriormente em eventos com apelos comerciais.

O HIBRONAUTA: O PROTONAUTA DO FUTURO

Proto + nauta: o principal nauta; o que primeiro navegou por certas paragens marítimas.

No final do século XX e início do XXI tecnologias que portáteis foram se incorporando nas roupas ou embutidas ergonomicamente juntas ao corpo. O setor comercial, a industria militar e a da saúde foram os principais defensores do desenvolvimento da tecnologia vestível. Essas tecnologias precisavam ser elegantes e funcionais.

Porém, devido às diversas abordagens, as duas categorias não se encaixavam mais, e passaram a ser vestíveis artísticos. Diferentemente da tendência em imitar as imagens existentes, como acontece na Moda, esses vestíveis artísticos estavam produzindo novas imagens. Eles apontam e ironizam problemas relativos as tecnologias emergentes.

 

Seven Mile Boots, de Laura Beloff

As tecnologias vestíveis se tornam artefatos culturais, a partir do momento que uniriam o mundo real e o virtual.

Um hibronauta é aquele que está presente em um ambiente híbrido: físico e virtual, simultaneamente. Esse conceito evoluiu a partir da necessidade de ter um termo que engloba o usuário e os equipamentos vestíveis em uma entidade única, ao invés de considerá-los distintos.


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Linguagens Contemporâneas:

Design e Mobilidade

A disciplina de Linguagens Contemporâneas, do curso de Design da UNESP de Bauru, ministrado pelo Professor Dorival Campos Rossi, é o ponto de partida para uma investigação sobre a cibercultura, a Net Art e todas as outras formas de expressão hipertextual, seja ela real ou virtual.
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