Apropriaçãoes do (In) Comum – GRUPO 4

Como já conversamos no post da aula anterior, mudanças estão ocorrendo com as pessoas levando-as à evolução de um corpo, que como conhecemos atualmente (somente biológico), está obsoleto em relação aos avanços tecnológicos de sua época. No Hibronalta, que é o primeiro capítulo desta frente, retornamos à questão da modificação corporal como um meio de expandir
o potencial humano através de uma mistura de realidades, física e virtual. Notamos que já estamos fazendo isso com nossos aparelhos móveis, que se transformaram em uma extensão do nosso corpo que guarda nossas memórias e registros da nossa vivência.
Pudemos perceber que isso não é tão recente assim, e experimentações vêm acontecendo já faz um tempo, como as manifestações artísticas de body art dos anos 60, que serviram também para protestar contra a realidade da época, que envolviam as guerras do Vietnan e Watergate. Podemos dizer que estas manifestações foram precursoras do pensamento de que o corpo também deve ser usado e transformado para conversar com a sua realidade.
Um expoente interessante, é o trabalho de Otávio Donasci, que se relaciona mais com o contemporâneo.
Com o tempo, novos experimentos tiveram seu espaço, podendo ser encontrados nas atividades como Le Parkour e até pular de bungee jumping, que seria uma forma de libertar a mente e o corpo através da queda livre.
Mais exemplos: Projeto de Atsuko Tanaka – vestido elétrico
Novas pesquisas estão sendo desenvolvidas em relação à icorporação de chips e aparelhos digitais, isso já não está tão distante do agora, já se ouve ideias de lançar um Iphone nano, que seria acessado através de pinos imantados inseridos no braço do dono. E as prospecções não param por aí… A google lançou um teaser chamado Project Glass que resume um pouco o que estávamos falando sobre tecnologia vestível. Basicamente, os óculos seriam uma plataforma capaz de comportar vários tipos de mídias e aplicativos que auxiliassem na dinâmica do dia-a-dia, assim como podemos ver no vídeo:
Bem, temos que ter em mente que estamos tratando principalmente de mobilidade no fim das contas, pois as interações entre todo tipo de informação acontece por fluxos, pulsos de ondas que são decodificados pela nossa percepção. Sabendo isso, consideramos que os sistemas que iremos projetar devem ser móveis já que serão feitos para o contemporâneo. Pra nos guiar nessa empreitada, temos alguns conceitos, também desenvolvidos lá atrás na história da arte e arquitetura do meio, para o fim do século passado, como o desconstrutivismo arquitetônico, que já previa a desmaterialização e aplicava seus conceitos em construções, como podemos conferir no trabalho de Frank Gehry
Só a título de curiosidade, aqui está um projeto que nos remete ao trabalho de Gehry.
Também entra para o quadro, as manifestações artísticas de Christo e Smithinson, que conseguiram transmitir os processos de pensamento digital, que ainda estariam por vir, de forma analógica.
Agora que sabemos mais ou menos o que já aconteceu por aí, podemos pensar em como fazer pra daqui pra frente, e assim como usamos aparelhos digitais como extensões de nosso próprio corpo, temos que pensar também em como utilizar melhor os espaços. Por exemplo: Antigamente, as ruas costumavam ser extensões de nossas próprias casas, mas devido à violência e degradação do espaço público, isso não ocorre mais, e as pessoas se excluem e individualizam cada vez mais, por viverem trancadas em casas e condomínios, suprimidas por muros, cercas e o medo de usar um espaço que também lhes pertence. Nesse cenário, o design de mobilidade surge de forma a auxiliar na revitalização daquilo que não deveria ter se perdido e promove o intercâmbio de informação entre as pessoas nesses lugares. De que forma? bem, temos que construir, mas seria algo muito próximo d que acontece com os flash – mobs, que dependem da junção das pessoas para dar certo e normalmente, elas se mobilizam por meio de redes sociais e mensagens de texto para facilitar o reconhecimento entre elas e a organização para que tudo dê certo.

Junto ao crescimento das cidades, o crescimento populacional, estrutural da urbe e o crescimento adjacente das suas linguagens, fizeram com que se criasse a Paisagem urbana diferente dos parâmetros que se tinha no passado.
O grande boom ocorreu na década de 60 onde a linguagens urbanas foram vistas como uma grande via de comunicação, criando suas linguagens próprias explorado por diversos estilos e fases artisticas.
Não diferente disso a era digital vem se tornando mais presente, ou onipresente. Não se pode negar o grande poder e nossa dependência nessas novas tecnologias. Com elas, novos aparatos surgem junto à malha urbana, tanto as tecnologias como wi-fi até monitores que transmite imagens em tempo real.
Acontece que em novos projetos utilizam-se dos espaços como o da cidade para veicular informação.  Alem desses monitores existem várias outras formas muito interesantes como as utilizadas por artistas que elaboram projeções planejadas de acordo com a estrutura material. Isso, de acordo com o livro, seria uma urban-screen.Porque não tornar a cidade inteira em uma urban screen? Bom isso já acontece!
Em Lyon na frança a festa surgiu em 1850, quando os lionenses resolveram fazer um concurso para a construção de uma estátua na colina de Fourvière, onde deste o séc. XIII existia uma igreja dedicada à Notre-Dame de Fourvière, que em 1870 deu lugar à famosa basílica.
O pretexto para todo essa movimentação era um agradecimento à Nossa Senhora, que após 3 epidemias de peste negra que a cidade havia enfrentado. Na inauguração do projeto escolhido a cidade inteira se preparou para a festa, acendendo velas nas janelas das casas. E como de costume a festa se repetiu nos anos seguintes.
Hoje é um grande espetáculo de projeções, lasers, musica, performances…Como um grande carnaval Frances as pessoas saem pras ruas durantes os dias 8 a 12 de dezembro para se maravilhar com o show de tecnologia luminosa.

Sobre o  espaço do espectro eletromagnético: Através do atlas of magnetic space, acabamos tomando contato com um espaço muito pouco explorado por todo mundo: o espaço do espectro eletromagnético.
já há muito tempo, esse espaço é gerido por uma forma de política, alvo de autoridades reguladoras, ministérios, a Comissão Europeia, deputados e todos estes são fortemente pressionada por indústrias de telecomunicações e radiodifusão, entre outros.
esse espaço o qual nem tomamos contato, do qual ninguém nos comunica ou diz: olha, esse espaço por direito é seu também, já é sancionado por várias leis e restrições.
O Open Spectrum Alliance (grupo europeu) luta através de ações informativas (divulgar o que é o o radium spectrum space) e do estímulo aos hackers do mundo todo a sabotar esse domínio.

“Embora já existam estudos que apontem para uma otimização do seu uso, o espectro eletromagnético é considerado algo finito pela maioria dos especialistas. Na prática, significa dizer que possui limites para a sua ocupação pelos diversos serviços. Por ser escasso e importante à vida moderna, é considerado um bem público pela legislação brasileira e também de outros países. Como esclarece a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), “o espectro de radiofrequências é um recurso limitado, constituindo-se em bem público” e, no caso do Brasil, este bem público é administrado pela própria Anatel”.(Observatório do direito à comunicação).

No site do PISEAGRAMA, apareceu uma visão nacional da problemática da ocupação desse espaço:

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Linguagens Contemporâneas:

Design e Mobilidade

A disciplina de Linguagens Contemporâneas, do curso de Design da UNESP de Bauru, ministrado pelo Professor Dorival Campos Rossi, é o ponto de partida para uma investigação sobre a cibercultura, a Net Art e todas as outras formas de expressão hipertextual, seja ela real ou virtual.
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