Especial body art

“And the more natural the process by which the storyteller forgoes psychological shading, the greater becomes the story’s claim to a place in the memory of the listener, the more completely is it integrated into his own experience, the greater will be his inclination to repeat it to someone else someday, sooner or later.”
Walter Benjamin, The Storyteller (p. 91, Illuminations)Este projeto teve seu pontapé inicial quando o artista e professor da Universidade de Nova Iorque anunciou que ele seria submetido a uma cirurgia para implantar uma câmera em miniatura na parte traseira de seu crânio. O implante automaticamente tirou uma foto por minuto durante todo um ano enquanto ele percorreu o trecho entre Iraque para a Arábia Saudita,dali para o Kuwait e então os EUA. Apelidado de “O terceiro eu”, o projeto foi encomendado para um show no Museu Árabe de Arte Moderna, Qatar. O projeto aparentemente acabou no dia 15 de dezembro de 2011 (data até onde vão as fotos disponíveis no site).

“O 3rdi surge de uma necessidade objetiva capturar o meu passado da maneira com a qual ele desliza para trás de mim de um ponto não-confrontacional de vista. É anti-fotografia, decodificado, e irá capturar imagens que são indicadas e não conotadas, uma imagem tecnobiológica. Isto será realizado através da remoção completa da minha mão e olho do processo fotográfico, contornar as convenções da fotografia tradicional. Barthes disse: “… a partir de um ponto de vista estético a imagem denotada pode aparecer como uma espécie de estado edênico da imagem; apuradas utopicamente de suas conotações, a imagem se tornaria radicalmente objetiva, ou, em última análise, inocente . ” É esta imagem “inocente” que eu desejo para capturar através da 3rdi.” (Wafaa Bilal)

Vale a pena conferir as fotos, muito animal a idéia toda do “contar” uma história, de um ponto de vista não explorado e unindo tecnologia de uma maneira que (eu, pelo menos) não esperaria!

Equipe:
Wafaa Bilal ( o cara que teve a câmera instalada)
Christine O’Heron
http://www.kleioprojects.com
Shawn Lawson
http://www.shawnlawson.com
Kyle McDonald
http://www.kylemcdonald.net/ (muito interessante!)
Kevin McElroy
Tayef Farrar
Mike Snyder
Kat Marquet
Katayoun Vaziri
Skye Von Der Osten
Jason Potanski

Oron Catts e Zurr lonat
E não pode faltar uma certa jaqueta de couro viva!, feita de células-tronco, (que o curadora Paola Antonelli teve que “abortar” quando começou a crescer fora de controle).
Criada por Oron Catts e Zurr lonat como parte da Tissue Culture and Art Project (TC&A), o couro Victimless destina-se a levantar as questões e sensibilização sobre o “ritual” social onde os animais são explorados e mortos por sua pele. Uma alternativa é oferecida na forma de tecido vivo crescendo em couro como material. O couro Victimless não pretende ser mais um produto de consumo, explicam os designers, mas sim “um exemplo tangível de futuros possíveis”.
Orlan, também conhecida como Mireille Suzanne Francette Porte:

Em uma série de operações, Orlan teve aspectos diferentes do rosto e do corpo alterado para coincidir com os ideais de beleza feminina tomada de toda a história da arte, adotando, por exemplo, o queixo de Botticelli “Venus” e testa de Leonardo “Mona Lisa. “As cirurgias foram encaradas como eventos teatrais, e gordura retirada em lipoaspiração do seu corpo foi colocado em relicários transparentes moldado na forma dos seus próprios braços e das pernas.
De 1990 a 1995, ela se submeteu a nove cirurgias plásticas, com a intenção de reescrever a arte ocidental sobre seu próprio corpo. Uma operação alterou a boca para imitar os traços de Europa, na obra de François Boucher, outro processo cirúrgico mudou sua testa para imitar a testa saliente da Mona Lisa de Leonardo, enquanto outra alterou seu queixo para parecer com o da Vênus de Botticelli. Ela estava tentando ficar mais bonita? “Não, meu objetivo era ser diferente, forte,.. Para esculpir o meu próprio corpo, é preciso se reinventar. É tudo uma questão de ser diferente e criar um choque com a sociedade por causa do que eu tentei usar a cirurgia não para melhorar a mim mesmo ou tornar-me uma jovem versão de mim mesma, mas para trabalhar o contrário do que geralmente se vê relacionado a esse tipo de procedimento (a cirurgia plástica).

Aqui tem um vídeo curtinho mostrando como foi a trajetória das obras dela(para quem tem agonia de cirurgias e processos similares, recomendo tampar os olhos de vez em quando…)

E a justificativa dela, lembra deste filme aqui do Kim Ki Duk, chamado Time
O filme vale ver! A pira dele é o seguinte: Time mexe com a paranóia com idade, beleza e juventude, principalmente em relação a mulher, e a obsessão por plásticas.A idéia de que as pessoas enjoam uma das outras com o passar do tempo, a dificuldade de seguir adiante. E é essa nóia que a Orlan vem dizer que é bobagem, através da própria cirurgia plástica…

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A disciplina de Linguagens Contemporâneas, do curso de Design da UNESP de Bauru, ministrado pelo Professor Dorival Campos Rossi, é o ponto de partida para uma investigação sobre a cibercultura, a Net Art e todas as outras formas de expressão hipertextual, seja ela real ou virtual.
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