Apropriações do (In) Comum – GRUPO 5

O Memo_ando é mais um dos projetos bem interessantes que o e-book nos apresenta. Nele, as pessoas poderiam jogar uma espécie de jogo da memória com um celular, onde existem citações compatível que precisam ser unidas. O legal é que cada erro fica marcado em outra tela e fica repassando em looping criando frases novas, formando uma memória de jogo.

Outros projetos interessantes e relacionados com interação do jogador, são: a Terrarium Installation – onde um ecossistema virtual e autônomo se sustenta com a energia proporcionada pelo som que cada pessoa faz ao visitar a instalação.

E o NAVI – Navigational Aids for the Visually Impaired, que como o nome diz, envolve um programa de navegação através de kinnects, programados para auxiliar no mapeamento do espaço para deficientes visuais.

Em grandes cidades o espaço urbano, como vimos em urban screen – apresentado pelo grupo 4, torna-se um meio de veicular a arte, e hoje mais do que nunca, grandes eventos são feitos com forte apelo artístico, sendo que muitos deles relacionam-se com algum produto. Não é raro, em São Paulo, por exemplo, que esteja ocorrendo eventos musicais ligados à 3 tipos distintos de empresa de telefonia, aliás, isso já aconteceu. Com a mobilidade e tecnologia, nos tornamos capazes de ter uma certa onipresença em eventos grandes e com grande fluxo de pessoas, pois cada um tem seu celular e pode gravar tudo o que aconteceu para que outros possam ver, já que tudo pode ser divulgado na rede, informalmente.
Podemos dizer também que além do espaço público em si, a arte é divulgada por meio de instituições privadas, e não tem problema algum nisso, desde que os artistas não sejam obrigados a trabalhar em favor de algumas restrições em favor de promover a instituição que serviria de patrocinadora do evento. Quando isso acontece, o trabalho é projetado de forma não-digital, e portanto, não serve para atender nossas expectativas e anseios do futuro. O mesmo vale para as marcas que apelam para uma divulgação mais próxima de atingir os sentimentos das pessoas.

“Marcas tornam-se assim maquinas abstratas orientadas efetivamente
para a producao de signicação, de enunciados imperativos, de signos que
mobilizem e capturem a atencao, a afeição e a memoria dos consumidores.”
(Reis, 2007).
Reis explica  que as empresas se preocupam mais em cativar o público com uma ideia que vender as funções de seus produtos. O termo empregado para esse processo onde o espaço se torna um ambiente de divulgação é o Brandscape. Mais um exemplo de video-maping que ilustra muito bem esse processo é o vídeo da adidas em Paris e o comercial da invisible mercedes, que usa o espaço na produção.

 

Podemos dizer que essas propagandas que mexem com nossos sentidos é algo planejado, na verdade tem até nome para estes estudos, que seria a Buylogy, que tenta “descobrir os segredos” de receptividade do cérebro em detrimento dos produtos e suas promoções. Bem, a buylogy juntamente do brandscaping propriam-se de dinâmicas nômades e as sedentarizam, tornando essas práticas algo tão comum, que nem nos questionamos nem nos preocupamos em fazer algo por nós mesmos envolvendo a arte, ou usá-la para denunciar algo que nos desagrada na configuração da sociedade e isso, infelizmente, acontece muito aqui no Brasil, o que é um desperdício, já que somos uma das nações mais conectadas do mundo. A pergunta aqui seria: Como os artistas estão se preocupando em usar a rede para divulgar seus trabalhos? E se não haveriam formas de otimizar tudo isso através de um “artivismo”.
O Yes men é um dos poucos grupos que ainda se valem de um ativismo artistico para promover um discurso em defesa de entidades em minoria em relação à questões políticas e estruturais. Neste vídeo, eles criam todo um cenário onde supostamente um representante da shell daria uma coletiva desculpando-se em nome da empresa pelos danos ambientais causados por ela em uma região em específico.

Quando a arte resolve se relacionar com empresas que prezam por uma marca ou tornam-se aliadas de discursos políticos, deve-se tomar muito cuidado para não se desviar do foco do trabalho artístico e promover simplesmente uma propaganda, deixando com que o significado e os processos de criação da obra se percam ou se diluam em meio as ideias mercadológicas embutidas neste meio. O Telefónias de Mariano Sardon é um exemplo vivo de um ótimo trabalho que carrega técnica e conceitos impecáveis, mas que se mostra dentro daquele esquema analógico que fecha o mapa, já que ele foi produzido desde o princípio pautado em termos comerciais ligados, até como o próprio nome já diz, à empresa telefonica. O que é uma pena, porque o trabalho é legal, mas não serve para o contemporâneo, já que segue preceitos que não são interessantes neste campo de configuração.

A atenção neste caso deve ser dirigida à que tipo de trabalhos que estamos desenvolvendo. Se eles servem para ampliar nosso mapa ou afunilá-lo mais ainda.

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Linguagens Contemporâneas:

Design e Mobilidade

A disciplina de Linguagens Contemporâneas, do curso de Design da UNESP de Bauru, ministrado pelo Professor Dorival Campos Rossi, é o ponto de partida para uma investigação sobre a cibercultura, a Net Art e todas as outras formas de expressão hipertextual, seja ela real ou virtual.
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