Notas sobre a TAZ: ZONA AUTÔNOMA TEMPORÁRIA

 por Lúcia Maciel Barbosa de Oliveira[1]

COMO É QUE O MUNDO “virado-de-cabeça-para-baixo” sempre acaba se endireitando? Por que, como estações no Inferno, após a revolução sempre vem uma reação?

Eis o cerne do livro-manifesto TAZ – Zona autônoma temporária, de Hakim Bey, editado no Brasil pela Conrad Editora. Tal designação – livro-manifesto – parece-me a mais indicativa das intenções do autor: analisar e propor alternativas à luta por mudanças no mundo tal como está posto, sucumbido à globalização neoliberal com seu rastro de funestas conseqüências, gerando ou agravando a desigualdade em todos os âmbitos da vida. Como se apresenta a luta política na era do globalismo, quando o Estado nacional passa a ter um papel coadjuvante em relação às grandes corporações transnacionais amparadas pelos organismos multilaterais de caráter também mundial? Quais os propósitos e as formas de ação para resistir e, sobretudo, para alterar as estruturas desiguais de poder? Como se libertar dos controles que abafam as potencialidades humanas? Como não sonhar com um mundo que fuja à uniformização alcançada com o processo civilizatório capitalista, em que o homem seja o centro de todas as ações? Algumas dessas questões encontram respostas na fantasia poética de Hakim Bey. Algumas outras permanecem suspensas (mas não esquecidas). Meu objetivo é analisar as proposições da TAZ, inseridas no contexto contemporâneo e, com um pouco de ousadia, pensar o alcance dos novos movimentos sociais.

A TEIA DA GLOBALIZAÇÃO

A globalização do mundo expressa um novo ciclo de expansão do capitalismo, como modo de produção e processo civilizatório de alcance mundial.(…) Assinala a emergência da sociedade global, como uma totalidade abrangente, complexa e contraditória [IANNI, 2001:11].

A crescente internacionalização do capital a partir da década de 1990, definindo um mercado mundial, uma produção internacionalizada, uma elite dirigente internacionalizada, amparada por organismos multilaterais internacionais, novas tecnologias de informação ligando instantaneamente todas as regiões do globo, a exploração de mão-de-obra das economias com baixos salários e sem benefícios sociais, o poder crescente das empresas transnacionais em detrimento dos estados nacionais, que passam a funcionar cada vez mais como organismos garantidores da funcionalidade do capital internacional, são algumas das características fundamentais da era do globalismo, entendido não em sua inexorabilidade e sim como ciclo de expansão do capitalismo. Segundo Milton Santos

É muito difundida a idéia segundo a qual o processo e a forma atuais da globalização seriam irreversíveis. Isso também tem a ver com a força com a qual o fenômeno se revela e instala em todos os lugares e em todas as esferas da vida, levando a pensar que não há alternativas para o presente estado de coisas. [SANTOS, 2001:160]

É de fundamental importância que se entenda a globalização nesses termos, uma vez que todo processo tido como inexorável não é passível de mudanças. Ao mesmo tempo em que marca a emergência de estruturas complexas, contraditórias e abrangentes, a globalização abre novas perspectivas para indivíduos e coletividades. É nesse interstício que surgem novos movimentos sociais, como fruto das inquietações de diferentes setores da sociedade com relação à dinâmica da globalização. Há a percepção de que as formas de ação devem ser modificadas, trabalhando com as fissuras e não com a demolição do edifício.

RESISTÊNCIAS

A história do mundo moderno – com suas raízes plantadas no Renascimento, consolidadas no século XVI com as grandes navegações e, posteriormente com o surgimento do capitalismo, quando o pensamento europeu com seus valores universalistas fertiliza o pensamento de diferentes partes do mundo – é toda ela marcada por levantes, revoltas e revoluções contra as estruturas de dominação. Segundo Immanuel Wallerstein, no século XIX nasce o conceito de organização permanente que inovará as formas de luta contra o poder, quando os movimentos trabalhistas-socialistas e os movimentos nacionalistas se constituirão em movimentos organizados, continuados e burocratizados, ora com viés revolucionário, ora reformista. [WALLERSTEIN, 1985:56] Esse parece ser um dos grandes dilemas a atravessar as revoltas do mundo moderno, colocando a questão: tomada de poder e mudança radical ou apenas reformas dentro das estruturas existentes?
É esse o gancho para o livro TAZ, objeto do presente artigo. Tomando-o como emblema de propostas que têm surgido no que diz respeito às novas formas de luta, sem descuidar de suas especificidades (o que seria uma forma de engessá-los em uma homogeneização empobrecedora), é possível entendê-las dentro do contexto atual, de globalização neoliberal. Há alguns pontos que perpassam diferentes movimentos: lutam não pela tomada de poder e sim pela conquista de direitos; têm caráter fluido; assumem as diferenças e se concretizam em formas de socialidades múltiplas não determináveis, não totalizáveis; apresentam caráter internacional a partir da crença de que, quanto mais globalizado se torna o capitalismo, mais globalizada deverá ser a luta contra ele. O que parece estar implícita é a percepção de que o sistema capitalista (e aqui a palavra sistema deve ser entendida tal como definida pela teoria sistêmica, isto é, como um todo funcional que se compõe de partes interdependentes que se relacionam em busca de equilíbrio e interesses mútuos1) tem a estabilidade como pedra de toque e, portanto, as rupturas são evitadas através da contínua reincorporação das partes dissidentes do sistema. Como fugir dessa constante recomposição do sistema, isto é, como evitar, tal como salientado na epígrafe que abre o presente artigo, que o mundo pós-revolucionário se endireite, que depois da revolução venha a reação? Como romper com o sistema a partir de dentro, desestabilizá-lo mesmo que momentaneamente, confrontá-lo com crises que não haviam sido previstas?

ZONA AUTÔNOMA TEMPORÁRIA

O conceito de TAZ2 não é explicitado no livro, já que o autor não deseja construir dogmas políticos e acredita que o conceito deve se construir em ação. A despeito disso, é possível percebê-lo ao longo da leitura, a partir da crítica ao conceito clássico de revolução e de uma análise do conceito de levante. Segundo Hakim Bey,

Levante e insurreição são palavras usadas pelos historiadores para caracterizar revoluções que fracassaram – movimentos que não chegaram a terminar seu ciclo, a trajetória padrão: revolução, reação, traição, a fundação de um Estado mais forte e ainda mais opressivo -, a volta completa, o eterno retorno da história, uma e outra vez mais até o ápice: botas marchando eternamente sobre o rosto da humanidade.
Ao falhar em completar esta trajetória, o levante sugere a possibilidade de um movimento fora e além da espiral hegeliana do “progresso”, que secretamente não passa de um ciclo vicioso.
Surgo: levante, revolta. Insurgo: rebelar-se, levantar-se. Uma ação de independência. Um adeus a essa miserável paródia da roda kármica, histórica futilidade revolucionária. O slogan “Revolução!” transformou-se de sinal de alerta em toxina, uma maligna e pseudo-gnóstica armadilha-do-destino, um pesadelo no qual, não importa o quanto lutamos, nunca nos livramos do maligno ciclo infinito que incuba o Estado, um Estado após o outro, cada “paraíso” governado por um anjo ainda mais cruel.
Se a História É “Tempo”, como declara ser, então um levante é um momento que surge acima e além do Tempo, viola a “lei” da História. Se o Estado é História, como declara ser, então o levante é o momento proibido, uma imperdoável negação da dialética.
(…) O que foi feito do sonho anarquista, do fim do Estado, da comuna, da zona autônoma com
duração, da sociedade livre, da cultura livre?Devemos abandonar esta esperança em troca de um acte gratuit existencialista? A idéia não é mudar a consciência, mas mudar o mundo. [BEY, 2001:15 e 16]

 

Há desconfiança em relação à idéia de revolução (e Marx parece ser a referência não explícita) e aos preceitos anarquistas, na medida em que, apesar de buscarem mudanças radicais em relação ao sistema capitalista, agem dentro dele e possuem vocação para se recomporem voltando ao status quo ante (tanto o capitalismo como o socialismo trabalham com conceitos comuns, sendo o de progresso o mais forte deles). Daí a inserção do conceito de levante, entendido como uma experiência de pico, porquanto temporária, em contraposição ao conceito de revolução que, para o autor, adquire caráter permanente, traindo os ideais que foram sua força motriz. Para Bey, tais momentos de intensidade moldam e dão sentido a toda uma vida já que, ao experimentar a TAZ, algo mudou, trocas e interações ocorreram – foi feita uma diferença. [BEY, 2001:18]
Importante frisar que as propostas contidas na TAZ são propostas de ação, não fabulações ou meros exercícios filosóficos. Além disso, a análise do mundo contemporâneo na era do globalismo determina novas formas de confronto que, paradoxalmente, são por um lado globalizadas e por outro, localizadas. Um exemplo notável de tal paradoxo é o movimento zapatista mexicano. Não se pretende afirmar que a experiência de Chiapas seja algo como a concretização da TAZ, mas há muitos elementos em comum, embora o conceito de temporalidade seja substancialmente diferente, na medida em que a zona autônoma zapatista não se pressupõe temporária, pilar fundamental do conceito de Bey. Os zapatistas lutam não pela tomada de poder nacional mas, ao contrário, por menos ingerência do Estado em sua região, tradicionalmente de povos indígenas. Em tal zona autônoma busca-se a consolidação da democracia direta, da liberdade e da justiça, através do fortalecimento da vida comunal, do governo participativo e da cultura maia, pelo direito à diferença e à pluralidade. Apesar de se apresentar como uma luta localizada, desde o início contou com a participação global de simpatizantes do movimento, o que foi de fundamental importância na resistência aos ataques por parte do governo mexicano. A solidariedade internacional fortaleceu o movimento, não buscando descaracterizá-lo de suas especificidades ou subordiná-lo, nem tomá-lo por modelo universal3. A convivência entre diferentes movimentos em torno da luta pela mudança do mundo tal como está posto, de globalização neoliberal, é um dado novo na história dos movimentos sociais. Grupos diversos, com táticas, objetivos e matrizes diversos convivem em resistências pontuais que se constroem e se dissolvem momentaneamente, o que expõe, como base de união, a crença na diversidade e na pluralidade, um mundo em que caibam vários mundos, nas palavras do subcomandante Marcos, do EZLN.
O que está sendo posto em xeque são os elementos definidores da revolução de matriz marxista: luta de classes, proletariado, Estado. A crise das perspectivas alternativas ao liberalismo tende a dissolver o vínculo que unia partidos e movimentos sociais numa visão conjunta sobre o futuro a ser construído [AGUITON, 2002:22]. Em um mundo em que a tecnologia exclui dia a dia mais trabalhadores e as lideranças são olhadas com desconfiança, como acreditar que a humanidade almejada, liberta e emancipada, virá a partir da revolução? Como criar um mundo novo sem que seja preciso destruir o atual? (isso não significa que partidos de esquerda, sindicatos e outros movimentos afins devam ser excluídos da luta política e sim que passam a fazer parte da pluralidade almejada).
A TAZ busca a libertação de todos os controles, enclaves libertos a partir da crença de que a vida cotidiana tem um forte potencial revolucionário. A TAZ imagina uma intensificação da vida cotidiana, a penetração do Maravilhoso na vida. Essa pressuposição nos remete aos movimentos iniciados na década de 1960, que inauguraram um novo fazer político ao instituir o corpo como arma revolucionária, isto é, ao trazê-lo ao centro da cena como agente fundamental de transformação: a socialidade cotidiana é eminentemente política. Mudanças substanciais só ocorrerão a partir da revolução pessoal. Citando novamente Hakim Bey,

Em resumo, não queremos dizer que a TAZ é um fim em si mesmo, substituindo todas as outras formas de organização, táticas e objetivos. Nós a recomendamos porque ela pode fornecer a qualidade do enlevamento associado ao levante sem necessariamente levar à violência e ao martírio. A TAZ é uma espécie de rebelião que não confronta o Estado diretamente, uma operação de guerrilha que libera uma área (de terra, de tempo, de imaginação) e se dissolve para se re-fazer em outro lugar e outro momento, antes que o Estado possa esmagá-la. [BEY, 2001:18]

 

A ação proposta pela TAZ dá-se a partir das fissuras do poder, momentos de suspensão que, ao serem deflagrados, devem desaparecer para reaparecer sob nova forma, em uma outra área. A TAZ ocupa espaços vazios do mapa, não preenchidos pelo poder, o que inclui o mundo virtual da web, definido por Bey como uma estrutura aberta, alternada e horizontal de troca de informações em oposição à net que seria hierarquizada e elitizada (a totalidade de todas as transferências de informações e de dados). Emergiu da net esse tipo de contra-net, ou web, cujo uso clandestino, ilegal e rebelde dá à Taz a possibilidade de concretizar-se. A pirataria de dados, as transmissões não autorizadas e o fluxo livre de informações não podem ser detidos4. A Taz ocupa espaço no mundo real e no virtual. Para o autor, o levante representa uma possibilidade muito mais interessante no que se refere a uma psicologia de libertação do que aquelas possibilitadas pelas revoluções (quer sejam burguesas, comunistas, fascistas etc).
A partir do fim da guerra fria – marcado pela queda do regime comunista nos países do leste europeu no final da década de 1990 – a bipolaridade comunismo/capitalismo deixou de ser a referência a guiar corações e mentes e o mundo do capital global ressurgiu triunfante. As proposições contidas na TAZ buscam ocupar uma “terceira” posição não contemplada pela dicotomia anterior, uma oposição pela presença (solidariedade) e pela diferença, em contraste com o monolitismo individualista contemporâneo. O que está implícito é que valores tais como humanidade, solidariedade e pluralidade serão os elementos capazes de trazer novamente o homem ao centro da cena (atualmente ocupada pelo capital), libertá-lo e emancipá-lo. A TAZ se pretende uma experimentação não só de novas formas de ação política, mas de novas bases sociais comunitárias a fim de constituir governos da liberdade.

A TAZ deseja acima de tudo evitar a mediação, experimentar a existência de forma imediata. [BEY, 2001:34].

DESAFIOS E POSSIBILIDADES

A mesma mundialização da questão social induz uns e outros a perceberem as dimensões propriamente globais de sua existência, das suas possibilidades de consciência. Juntamente com o que é local, nacional e regional, revela-se o que é mundial. Os indivíduos, grupos, classes, movimentos sociais, partidos políticos e correntes de opinião pública são desafiados a descobrir as dimensões globais dos seus modos de ser, agir, pensar, sentir e imaginar. Todos são levados a perceber algo além do horizonte visível, a captar configurações e movimentos da máquina do mundo. [IANNI, 2001:22]

A emergência de novos movimentos sociais parece refletir a sensibilização crescente de atores sociais frente ao encaminhamento do mundo tal como o assistimos, em que o neoliberalismo, como nova estratégia do capitalismo para se reproduzir, constitui-se em alvo comum. É clara a dificuldade de análise do alcance de tais movimentos – tanto para seus simpatizantes como para seus críticos – e das estratégias necessárias para que não sejam engolidos pelo próprio sistema que estão combatendo. A grande pergunta colocada reiteradamente pelos representantes do sistema, que assume ares de crítica desmoralizadora, diz respeito ao papel das lideranças, o que pode ser considerado um sinal de incompreensão do que representam, já que a não existência de lideranças é justamente um dos elementos-chave e elo comum entre eles: a liderança é assumida por cada um dos participantes, como símbolo da democracia participativa que os caracteriza. Como compor lideranças se é impossível personificar o inimigo a combater? Algo como uma declaração de princípios a unir os movimentos é outra das críticas feitas repetidamente (e as empresas de mídia são um porta-voz astuto dessas questões), como se essa ausência fosse a comprovação de sua fraqueza ou de sua falta de clareza, algo como uma luta sem objetivos, símbolo do caos. Ao contrário, é um sinal claro da possibilidade de fortalecimento de tais movimentos: a dificuldade de apreensão a partir de bases tradicionais. Aí reside, a meu ver, a força de suas propostas: a fluidez, a invisibilidade, a possibilidade de transformação, a diversidade, a heterogeneidade, a dificuldade de controle. Concluindo com Naomi Klein,

O que parecia estar surgindo organicamente não era um movimento para um governo único global, mas uma visão de uma rede cada vez mais conectada de iniciativas locais, cada uma delas baseada em democracia direta.
Quando os críticos dizem que os manifestantes carecem de visão, o que realmente estão dizendo é que eles não possuem uma filosofia revolucionária abrangente – como o marxismo, a ecologia profunda ou a anarquia social – com a qual todos possam concordar. Isso é absolutamente verdadeiro, e devemos ser extraordinariamente gratos por isso.
(…) É mérito desse movimento jovem que ele tenha rechaçado todos esses programas e rejeitado o manifesto generosamente doado de todos, insistindo em um processo democrático e representativo aceitável para levar sua resistência ao nível seguinte.
[KLEIN: 2002:491

 

Bibliografia:

AGUITON, Christophe. O mundo nos pertence. São Paulo Viramundo, 2002.
BEY, Hakim. TAZ: zona autônoma temporária. São Paulo, Conrad Editora, 2001.
IANNI, Octavio. A era do globalismo. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2000.
___________. Enigmas da modernidade-mundo. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2000.
KLEIN, Naomi. Sem logo. Rio de Janeiro, Record, 2002.
LUHMANN, Niklas. Sociedad y sistema: la ambición de la teoria. Barcelona, Paidós, 1990.
SANTOS, Milton. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. Rio de Janeiro, Record, 2001.
TADDEI, Emilio (org). Resistências mundiais: de Seattle a Porto Alegre. Petrópolis, Vozes, 2001.
WALLERSTEIN, Immanuel. O capitalismo histórico. São Paulo, Brasiliense, 1985.

 

1 Ver LUHMANN, Niklas. Sociedad y sistema: la ambición de la teoria. Barcelona, Paidós: 1990.
2 Temporary Autonomous Zone (TAZ).
3 Em artigo intitulado “Pela humanidade e contra o neoliberalismo: linhas centrais do discurso zapatista”, Ana Esther Cecena aponta que o sujeito revolucionário, o portador da resistência cotidiana e calada, que se torna visível em 1994, é muito diferente ao das expectativas traçadas pelas teorias políticas dominantes. Seu lugar não é a fábrica, mas as profundezas sociais. Seu nome não é proletário, mas ser humano; seu caráter não é o do explorado mas o do excluído. Sua linguagem é metafórica, sua condição indígena, sua convicção democrática, seu ser, coletivo. Em seguida afirma que, opor ao poder capitalista organizado a ditadura do proletariado é reproduzir as normas sociais em um sentido inverso bastante duvidoso. [TADDEI (org), 2001:186-198].
4 Note-se: Desta forma, a web, para produzir situações propícias para a TAZ, irá paralisar a net. Mas também podemos conceber esta estratégia como uma tentativa de arquitetar a construção de uma net alternativa e autônoma, “livre” e não parasítica, que servirá como a base de uma “nova sociedade emergindo do invólucro da antiga”. Em termos práticos, a contra-net e a TAZ podem ser consideradas como fins em si mesmas – mas, em teoria, também podem ser vistas como formas de batalha para se forjar uma realidade diferente.[Bey, 2001: 38,39]

 

 

 

0 Responses to “Notas sobre a TAZ: ZONA AUTÔNOMA TEMPORÁRIA”



  1. Deixe um comentário

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s




Início

Linguagens Contemporâneas:

Design e Mobilidade

A disciplina de Linguagens Contemporâneas, do curso de Design da UNESP de Bauru, ministrado pelo Professor Dorival Campos Rossi, é o ponto de partida para uma investigação sobre a cibercultura, a Net Art e todas as outras formas de expressão hipertextual, seja ela real ou virtual.
Acompanhe nossas atualizações!

Junte-se a 15 outros seguidores

Páginas

LC no Flickr

DSC_0086

DSC_0085

DSC_0082

DSC_0077

DSC_0073

Mais fotos

RSS Twitter @bauruhaus

  • Ocorreu um erro. É provável que o feed esteja indisponível. Tente mais tarde.

Blog Stats

  • 38,343 hits

%d blogueiros gostam disto: