O Mundo Codificado

– Projeto de produto e comunicação visual são partes que coexistem em um mesmo universo.

– Fabricar é comunicar, pois quando um mecanismo ou artefato é inventado, ou seja, quando o homem dá um determinada forma e função a um objeto, atribui-se a ele um conceito e assim aquilo que era apenas matéria passa a ser também um meio de comunicação.

– Flusser rejeita a separação dicotômica entre signo e coisa em si.

– a base de toda cultura é tentar enganar a natureza por meio da tecnologia

– o ser humano torna-se escravo de uma outra “natureza” que ele mesmo ajudou a gerar artificialmente, em tese, para seu próprio bem estar.

– Ao contrário da época em que ocorreu a Revolução Industrial, era do aço, das máquinas e da tecnologia com algo em que se pode tocar, o mundo de hoje é regido por códigos e convenções, linguagens e projetos que podem mudar a percepção do ser humano e não apenas a paisagem.

COISAS

– Forma e Material

Materia na antiguidade queria significar algo amorfo, contrário a forma.

O mundo dos fenômenos, tal como o percebmos com nossos sentidos,  é amorfo, atrás desses fenômenos encontramos formas imutáveis e eternas que podemos percebem graças á perspectiva supra sensível da teoria.

– A geléia amorfa dos fenômenos, o “mundo material” é uma ilusão e as formas que se encontram encobertas além dessa ilusão, o “mundo formal” são a realidade, que pode ser descoberta com o auxílio da teoria.

– descobrimos a realidade conhecendo como fenomenos informes afluem a forma e as prenenchem para depois afluirem novamente ao informe.

– o mundi material é o recheio das formas.

– o conhecimento empírico, de observar, experimentar e fazer teorias a partir disso nos fez pensar que a matéria é a realidade. mas hoje em dia com o impacto da informática voltamos a perceber o sentido original de “matéria” como preenchimento transitótio de formas atemporais.

– oposição matéria-energia – metária ilhas temporarias de aglomeracoes em campos energeticos de possibilidade.

– a materia perece, a forma é eterna. Por isso a forma é real e a matéria é aparente.

– antes se tirava formas da matéria, hoje com as imagens artificiais, formas que aparecem no campo eletromagnético, é preciso encontrar materia para oreencher formas que existem por si só nas telas do computador, virtualmente.

– antes se procurava formalizar o mundo existente, hoje se procura realizar as formas projetadad para a criação de mundos alternativos.

A Fabrica

Homo Faber – fabricar objetos é da natureza humana.

Para conhecer ahistoria do homem deve- se conhecer suas fabricas atraves dos tempos e para pensar em futuro deve- se pensar na fábrica do futuro.

Fabricar significa se apoderar de algo da natureza, dar forma a ele, converte-lo em algo manufaturado, dar-lhe uma aplicabilidade e utiliza-lo.

– mãos, ferramentas, maquinas e aparatos eletronicos

Fabricas tbm produzem novas formas de homem (fabricar sapatos te faz um sapateiro)

– ferramentas: variáveis da constante homem

– maquinas: constantes do homem que agora é a variavel.

Primeira rev. Industrial expulsou o homem da natureza, segunda rev. Industrial expulsou o homem de sua cultura.

– homem pré-histórico produzia m qualquer lugar com as mãos, quando surgiram as ferramntes foi preciso delimitar um espaço para se fabricar e depois com as maquinas o homem teve que se adequar a arquitetura da maquina , por esta ser agora mais duravel que o homem.

– relação homem aparelho eletrônico é reversível, ambos só podem funcionar conjuntamente. O aparelho faz o que o homem quiser, mas o  homem só pode querer aquilo de que o aparelho é capaz.

– Á primeira vista parece que o homem voltou a época manual, onde podia fabricar em qualquer lugar, pois agora está munido de aparelhos que leva consigo para fabricar coisas.

– O homem do futuro tende a ser mais acadêmico, que operário ou engenheiro, pois aprenderá através de aparelhos para manusear aparelhos.

– Com os aparelhos expulsando as máquinas, a fábrica não será mais o oposto da escola, a fabrica será a escola aplicada, não será um lugar desprezível, mas também um lugar de contemplação. (homo faber se converterá finalmente em Homo sapiens sapiens)

A ALAVANCA CONTRA-ATACA

– Antes as da era industrial se utilizavam Animais e escravos para potencializar a ação humana, porém não era possível a produção de tais “maquinas organicas”, então o boi deu lugar a locomotiva e o cavalo ao avião. O homem da primeira revolução industrial tinha um conhecimento raso doas coisas orgânicas e um conhecimento maior sobre como fazer maquinas inorgânicas, O que fez que por um tempo o homem ficasse escravo dessas maquinas relativamente estúpidas e caras.

– A partir do século XX, as máquinas foram se tornando cada vez menores e mais inteligentes de modo que um dia o homem poderá fabricar tecnologicamente bois, cavalo e superescravos. Isso será provavelmente denominado Revolução industrial “biológica”.

– Será possível unir a durabilidade do “Inorgânico” com a inteligência do orgânico.

– Porém as máquinas criadas para imitar o homem, fazem que o homem as imitem uma hora.  O braço passou a se movimentar como alavanca desde que esta foi inventada, o que nos faz pensar que talvez seja perigoso um “contra-ataque” de máquinas que estão cada vez mais inteligente.

A NÃO-COISA [1]

– Antes haviam as coisas na vida do homem, e viver se resumia em resolver problemas, libertar-se das circunstâncias e morria-se por causas as quais ainda não se sabia a solução.

– Hoje em dia, não existem só as informações presentes nas coisas, mas também a informação do “imaterial”. São coisas que não se poder tocas, coisas indecodificáveis.

– O entorno está cada vez mais impalpável, nebuloso e aquele que nele quiser se orientar deverá partir desse caráter espectral que lhe é próprio.

– o Homem de hoje não é mais de ações concretas é mais um performer: Homo ludens e não Homo faber. Ele deseja conhecer e desfrutar, e por não estar interessado nas coisas ele não tem problemas, em lugar disso tem programas.

– Enquanto antes se morria de problemas insolúveis no futuro se morrerá de programas errados.

A NÃO COISA [2]

– Mundo da Natureza X Mundo da Cultura (coisas existentes a serem agarradas e coisas informadas)

– Há também o mundo do Lixo: O homem consome a cultura, agita as coisas informadas até extrair toda a informação, e assim transforma-a em lixo.

– Esse lixo retorna á natureza, fazendo da história humana não um linha reta que vai da natureza até a cultura e sim um ciclo.

– Para poder saltar desse ciclo seria necessário ter a disposição informações inconsumíveis, inesquecíveis, que não poderiam ser manuseadas. E assim existiria uma cultura imaterial em busca de uma memória expansível. (Ex. Memória do Computador)

– Não coisas: simultaneamente efêmeras e ternas, pois não estão ao alcance da mão, embora estejam sempre disponíveis: são inesquecíveis.

– O homem não utiliza mais o braço para fabricar e sim as pontas dos dedos para teclar, escolher e decidir.

– Porém essa liberdade é programada, é um poder de escolha dentro do que os programas podem te oferecer.

– Sociedade do futuro de divide em programadores e programados. Na verdade programadores programados e programados, pois há um totalitarismo programado.

– Apesar de a liberdade ser programada, com a crescente melhoria dos programas surge tantas possibilidades de escolha que ultrapassa o poder de decisão do homem, o que lha dá a impressão da livre decisão e faz do totalitarismo satisfatório.

RODAS

– As coisas podem ser vistas de duas maneiras: mediante observação e por meio de leitura.

Observação: coisas vistas como fenômenos.
Leitura: pressupomos que as coisas signifiquem algo e procuramos decifrar esses significados.

– Desaparecimento das rodas. Não se ouve mais ruídos nos aparelhos eletrônicos, aquele qye quês avançar não ser coloca mais sobre rodas e sim sobre asas.

– homem e coisas, vão rumo ao perecimento.

– os atritos que detêm a roda do progresso podem ser superados de modo efetivo e o progresso começa a rolar automaticamente.

SOBRE FORMAS E FÓRMULAS

– Pesquisas: descobrir o design divino por trás dos fenômenos

– Porque podemos formular as leis naturais de diversos modos, mas não do jeito que queremos?

– Nosso sistema nervoso central recebe de seu entorno estímulos codificados digitalmente, esses são processados por meio de métodos eletromagnéticos e químicos e o sistema os converte em percepções, sentimentos, desejos e pensamentos. Percebemos o mundo conforme processado por esse sistema que é pré-programado de acordo com a informação genética. O mundo tem para nós formas que estão inscritas na informação genética desde o princípio da vida na Terra, por isso não podemos impor ao mundo as formas que quisermos.

– Porém podemos criar vários mundos no cyberespaço, não só aquele que percebemos com o sistema nervoso central.

– Kant: Real – tudo aquilo que é computado em formas.

Irreal: tudo aquilo que é computado de modo desmazelado.

PORQUE AS MÁQUINAS DE ESCREVER ESTALAM?

– estalar condiz mais com a mecanização que deslizar.

– Tudo é quantizável, calculável, mas indescritível.  Letra induzem a conversas vazias sobre o mundo, e deveriam ser deixadas de lado como algo inadequado a ele.

– Os números deixam o sistema alfanumérico para alimentar computadores, migrando para novos sistemas digitais, as letras se quiserem sobreviver devem simular números. Por isso máquinas de escrevem estalam.

– Mas o mundo talvez seja calculável, porque nós o construímos para nossos cálculos. Os números não são adequados ao mundo, mas nós adequamos o mundo aos números que criamos.

– O modo que o mundo está estruturado depende de nós próprios.

– contar procura alcançar sínteses, mas o escrever não.

– O fascinante do cálculo não é o fato de que ele constrói o mundo, o que a escrita também pode fazer, mas sua capacidade de projetar, a partir de si mesmo, mundos perceptíveis aos sentidos quando unidos a computadores.

– A revolução cultural hoje consiste no fato de que nos tornamos aptos a construir universos alternativos e paralelos a este que nos foi dado.

– Estamos desintegrando em pedaços (bits) a desprezível estrutura integra das coisas, mas não vêem que podemos transcodificá-la de acordo com nossa vontade.

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Linguagens Contemporâneas:

Design e Mobilidade

A disciplina de Linguagens Contemporâneas, do curso de Design da UNESP de Bauru, ministrado pelo Professor Dorival Campos Rossi, é o ponto de partida para uma investigação sobre a cibercultura, a Net Art e todas as outras formas de expressão hipertextual, seja ela real ou virtual.
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