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O Processo como acidente I – Norman McLaren

Norman McLaren foi um dos mais importantes animadores escoceses voltados para a animação artística. Uma das técnicas pela qual ficou consagrado foi a de fazer animação direto na película riscando e desenhando, tudo isso ao som de jazz, do qual era muito fã.

As animações Dots (1940) e Boogie Doodle (1941) são grandes exemplos da técnica e criatividade desse grande artista. McLaren foi um desafiador dos instrumentos de mídia da época, explorando novas formas de se abordar o processo criativo.

É interessante observar o quão visionário Norman era para a época. Para realizar seus trabalhos direto na película, McLaren utilizava-se de conceitos filosóficos e matemáticos, além de relações entre cor, imagem, ritmo e som.

A grande lição que podemos tirar do legado de Norman McLaren é o seu princípio de criatividade baseada em conceitos técnicos muito bem estabelecidos. Isso não impediu que McLaren pudesse criar obras espontâneas e pudesse saboreá-las ao fim de um processo muito bem estabelecido.

O paralelo que podemos traçar entre Norman e o design contemporâneo está longe de representar apenas a criação de projetos ao acaso. Podemos dizer que o processo criativo do designer deve basear-se em conceitos muito bem definidos, que demandam muito estudo e experimentação. A partir desse alicerce, o designer pode desenvolver projetos na mesma linha de Norman, ou seja, aproveitar todo seu potencial criativo e inovador dentro de uma linha extremamente coerente de pensamento.

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O processo e a obra

O Processo como Acidente:

De acordo com Giselle  Beigman , são obras que são resultantes de erros de programação, imprevistos de montagem, problemas de captação e edição.

Abaixo, alguns exemplos de processos:

– Shinichi Maruyama muda o paradigma da visão da água quando a captura no ar, em fotos.

Shinichi Maruyama

– Usando som, tinta e fotografia, a equipe da Dentsu London nos mostra outra realidade, que é atualizada na nossa realidade pelos equipamentos.

– A lomografia é puro acaso. Tira-se as fotos livremente e sem regras. O resultado é sempre uma nova experiência. Então siga as regras para não se ter regras.

– O blog The Sartorialist se encontra com o processo acidental quando sai às ruas e tira fotos de pessoas que acha interessante, mas sempre ao acaso.

– Os campos de arroz de Longsheng, na China, foram construídas há aproximadamente 500 anos e formam verdadeiras obras de arte quando vistas de cima, nessas fotografias.

– Wave UFO de Mariko Mori é um projeto que une tecnologia e espiritualidade, usando programas de computadores e equipamentos científicos que monitoram e interpretam visualmente as ondas cerebrais dos participantes.

– Em O repentista, tudo é improvisado.

No fim, tudo está envolta do simples e do complexo, um dentro do outro, fazendo parte do outro.


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Linguagens Contemporâneas:

Design e Mobilidade

A disciplina de Linguagens Contemporâneas, do curso de Design da UNESP de Bauru, ministrado pelo Professor Dorival Campos Rossi, é o ponto de partida para uma investigação sobre a cibercultura, a Net Art e todas as outras formas de expressão hipertextual, seja ela real ou virtual.
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